Angra dos Reis reúne 365 ilhas e mais de 2 mil praias na mesma baía, segundo levantamentos turísticos sobre a região — um número que ajuda a explicar por que é um dos destinos náuticos mais procurados do litoral brasileiro. Mas a maior parte desse cenário só existe mesmo para quem chega de barco: boa parte das praias mais bonitas não tem acesso por estrada. Este guia reúne as praias e ilhas que mais valem a visita, as marinas da região para guardar ou abastecer a embarcação, e o que avaliar antes de navegar por lá — seja com lancha própria ou pensando em comprar uma.
A Baía da Ilha Grande, que banha Angra dos Reis, é protegida e recortada por centenas de ilhas — isso cria água mais calma que boa parte do litoral aberto do Rio de Janeiro, com trechos de mar praticamente sem ondas mesmo fora da temporada de verão. Combinado com a proximidade de São Paulo e da capital fluminense (cerca de 150 km de cada), o resultado é uma das regiões com maior concentração de embarcações de lazer do Brasil, incluindo praias que só recebem visitantes que chegam pela água.
Algumas das paradas mais procuradas de quem navega pela Baía da Ilha Grande:
A maior ilha da baía concentra várias das praias mais conhecidas da região. A Lagoa Azul é ponto certo para quem quer mergulhar (snorkeling) em água cristalina; a Praia de Lopes Mendes é citada com frequência entre as mais bonitas do Brasil; e a Praia do Aventureiro ficou famosa pelo coqueiro inclinado que virou cartão-postal da ilha.
Um pequeno conjunto de ilhas que funciona como um dos points mais fotografados da baía — parada rápida e clássica em praticamente todo roteiro de escuna ou lancha da região.
Abriga a Praia do Dentista, com água em tom turquesa que contrasta com o verde da mata ao redor — outro destino recorrente em roteiros de um dia.
Praias de areia branca e mar tranquilo, numa ilha um pouco menos movimentada que Ilha Grande — boa opção para quem busca um dia mais reservado.
Quem tem embarcação própria na região normalmente resolve guarda, manutenção e abastecimento numa marina local. A mais conhecida é a Marina Verolme, em Jacuacanga — descrita como o maior polo náutico da América Latina, com cerca de 490 vagas secas e 80 vagas molhadas, além de travelift, forklift, escola náutica e um polo de aproximadamente 100 empresas de serviços náuticos operando no local (pintura, reforma, manutenção, peças e equipamentos de segurança). Além da Verolme, a rede BR Marinas também opera a Marina Piratas na região, e há estruturas menores espalhadas por pontos como Bracuí e o centro da cidade, mais próximas de quem quer sair direto para passear pela baía. Não encontramos uma tabela de preços atualizada e pública para vagas em Angra dos Reis — o ideal é consultar diretamente cada marina, já que o valor varia bastante pelo tipo de vaga (seca, molhada ou poita), como já detalhamos no guia de marinas em São Paulo.
Para quem ainda não tem lancha ou está na região a passeio, os passeios de escuna e lancha compartilhada são a porta de entrada mais comum — preços costumam começar por volta de R$ 60 por pessoa em escunas com roteiro fixo. Já uma lancha privativa para o grupo costuma começar na faixa de R$ 1.400 pelo dia, e iates maiores podem passar de R$ 4.000/dia dependendo do tamanho e da tripulação. Em qualquer um dos casos, colete salva-vidas é item obrigatório a bordo, e não é necessária habilitação de quem está passeando quando há um marinheiro/comandante responsável pela embarcação.
Já para quem pilota a própria embarcação, vale sempre verificar a documentação em dia e, dependendo do tamanho e da motorização do barco, a habilitação de Arrais Amador — tema que já detalhamos em outro guia aqui no WebBarcos.
Depende do tamanho e da motorização da embarcação — as mesmas regras da Marinha do Brasil que valem para o resto do país (Arrais Amador, entre outras categorias) se aplicam em Angra dos Reis. Veja os detalhes completos no nosso guia de Arrais Amador.
O verão concentra o maior movimento turístico e as temperaturas mais altas da água, mas por ser uma baía protegida por centenas de ilhas, o mar costuma se manter relativamente calmo boa parte do ano — o que torna a região navegável com conforto também fora da alta temporada, evitando a lotação de praias e marinas.
Não encontramos uma tabela pública e atualizada de preços de vaga para as marinas da região — o valor varia conforme o tipo de vaga (seca, molhada ou poita) e a marina escolhida. A dinâmica de preços costuma seguir uma lógica parecida com a que já explicamos no guia de marinas em São Paulo; o mais seguro é consultar o valor atual direto com a marina.
Sim. Passeios de escuna com roteiro fixo costumam começar por volta de R$ 60 por pessoa, enquanto lanchas privativas para o grupo geralmente partem de cerca de R$ 1.400 pelo dia — uma boa forma de conhecer a região antes de decidir comprar a própria embarcação.
Na data desta publicação, o WebBarcos tinha mais de 40 anúncios ativos de embarcações localizadas em Angra dos Reis, de jet skis a lanchas cabinadas de grande porte. Veja os anúncios disponíveis na região.
Se você está pesquisando sua primeira embarcação ou trocando de barco para aproveitar melhor a Baía da Ilha Grande, confira também nossos guias de como comprar sua primeira lancha, como comprar uma lancha usada com segurança e quanto vale a sua lancha atual, caso o plano seja vender antes de trocar. E quando a embarcação estiver pronta para zarpar, dê uma olhada nas lanchas anunciadas em Angra dos Reis ou, se preferir, no restante do Rio de Janeiro.
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